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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
UNIÃO CULTURAL EUROPEIA & O NOVO MUNDO GLOBAL, PARA AS PRÓXIMAS DÉCADAS

União Cultural Europeia : 

a Primeira Nova Maravilha do Mundo Global

 

           

            Rasgando os horizontes da nossa pérfida memória lusitana, é com pronunciado saudosismo, que recordo as, para sempre, imortais figuras da nossa primorosa História, - como sejam as de Vasco da Gama e Infante D. Henrique, autênticos baluartes, certamente, já bem acomodados nos acetinados aposentos da Cidade Celeste -, muito por obra dos seus grandes espíritos visionários, sem margem para dúvidas, os verdadeiros pioneiros da mundialização.

 

Numa altura em que tanto se tem falado das novas Sete Maravilhas do Mundo, é caso para reafirmar, de novo, a nossa singular posição estratégica no presente quadro geopolítico internacional - de contornos não só continentais e mediterrânicos, como também atlânticos -,  e fazer valer os nossos tão apreciados brandos costumes, em mais uma cerimónia protocolar à escala planetária, espero, possa vir a prestigiar os nossos canais diplomáticos e a colorir, com as cores desta ainda mal compreendida pós-modernidade, as velas e as proas das naus deste Novo Mundo.

 

A questão com que a realidade me tem confrontado, nestes últimos tempos, prende-se com a necessidade, cada vez maior, de a actual Europa a 27, delinear, de forma transparente e compreensível, a sua própria matriz identitária no quadro da nova conjuntura  global. Sem pretender antecipar quaisquer previsões quanto aos meandros jurídico-políticos e instâncias económico-financeiras, devo, em bom respeito por La Palisse, relembrar a todos, por um lado a questão turca - isto numa altura, em que a Igreja Católica tem procurado encontrar plataformas de entendimento com o Islão, recorde-se a esse propósito a visita de Sua Santidade, Bento XVI, recentemente -, por outro e talvez a mais delicada, a da convergência consensual em torno das linhas doutrinárias principais da tão desejada Constituição Europeia, mantendo o actual modelo de soberania dos Estados, em regime de consertação pseudo-federalista.

 

Se olharmos com atenção para os ensinamentos da história, veremos, quase com toda a certeza, que a derrocada do bloco comunista e a queda do Muro de Berlim, seguidos da Guerra do Golfo e do intricado conflito dos Balcãs, vieram, de alguma forma, colocar grandes sobressaltos aos alicerces do projecto europeu. Penso que os sinais de assombro ainda hoje continuam bem visíveis, e provavelmente, o não francês à ratificação do Tratado Constitucional Europeu, bem como a teimosa insularidade da Inglaterra com a sua tradicional alergia a moedas não librescas, constituem disso provas mais que evidentes.

 

Não serão suficientes o sufrágio universal e o regime de separação de poderes, bandeiras soltas aos quatro ventos, repescando as cada vez mais extintas reminiscências dos primórdios da Revolução Francesa ? Não fora Ela a abertura definitiva rumo à tão almejada Modernidade ?

 

Para a pátria dos huguenotes e dos cátaros, que viu, ou pensou ver, no Rei Cristianíssimo, a incarnação do divino, julgou-se que o fim das guerras estaria definitivamente assegurado, mas afinal de contas, não foi precisamente o oposto que os territórios da Alsácia e da Lorena nos deram a conhecer ? Será que Auschwitz e as torres do World Trade Center não nos desencantaram por isso  mesmo ?

À luz do recém-ratificado Tratado de Lisboa, retirámos múltiplas ilações, isto na estrita medida em que se abre uma parafernália de mundos possíveis, e, com sinceridade, temos de, aqui, assumir o nosso contentamento, por mais este passo histórico na construção de uma Europa sonhada por Beethoven e tantos outros, aos quais nos juntamos, também, neste dia.

Não podemos deixar passar em claro os louváveis esforços de muitos portugueses, na luta por este objectivo. Seja como for, os Surreal, sem desejarem enveredar por contendas ideológicas, deixam neste seu recanto de terra virtual, - quiçá, apanágio de um novo feudalismo neomedieval - um polémico desejo :

nesta questão de fundo, parace-nos evidente que teria sido de arguta previdência, para os actuais líderes do projecto europeu em curso, tendo em linha de conta os princípios de uma democracia participativa - que saudades de Atenas e de Péricles -, apostar numa forte consulta popular - falamos de um Referendo, sem dúvida, mas não 27 referendos, um único e à escala de todo o espaço europeu a 27.

Desde que haja bom senso e diálogo aberto entre os vários Estados-Membros, em questões de natureza basilar como esta, devem ser os cidadãos europeus a tomar a assumir as suas próprias responsabilidades ...

Se esta visão já vigora nas instâncias europeias, nomeadamente, nas cosmovisões políticos dos seus máximos representantes, não o sabemos com clarividência. Todavia, um cenário nos parece incontornável, a curto prazo, sob pena de deambularmos por outro tipo de Europa : edificar uma nova mentalidade e uma nova cultura transnacional !

Senhoras e Senhores Governantes e Diplomatas, à escala planetária, fazei o favor de ouvir a sugestão dos SurrealHumanity . . . Não pretendamos, de novo, unir a Europa à custa das armas, como o fizeram Napoleão e Hitler - e não só -, unamo-La pela via do Espírito !

 

sinto-me: UM LUTADOR DO NOVO MUNDO ...
publicado por $urrealHumanity às 10:12
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